Antes de vender, a gente precisa saber se isso serve para você
A avaliação da ZAMPIVA foi desenhada para adultos com sintomas persistentes de desatenção, impulsividade ou compulsão alimentar. Existem casos em que ela é a porta certa — e casos em que o caminho é outro. Esta página trata dos dois.
Nenhum destes itens é diagnóstico por si só. São padrões que, quando persistentes por mais de seis meses e presentes em mais de um contexto de vida, justificam investigação médica.
TDAH em adultos
Desatenção que atrapalha trabalho e relações, dificuldade em sustentar foco em tarefas longas, perda frequente de objetos, inquietação interna constante. O diagnóstico exige sinais já presentes antes dos 12 anos — por isso o questionário investiga a sua infância.
Prevalência estimada em adultos: 2,5% a 4,4%
Transtorno de compulsão alimentar
Episódios recorrentes de ingestão de grande quantidade de comida em curto período, com sensação de perda de controle e sofrimento associado — sem os comportamentos compensatórios da bulimia. É o transtorno alimentar mais prevalente do mundo, e o menos tratado.
Critérios DSM-5: ≥1 episódio por semana, por ≥3 meses
Procrastinação crônica
Adiar sistematicamente tarefas relevantes mesmo prevendo o prejuízo. Quando persiste apesar de método, cobrança e consequência real, costuma sinalizar déficit de função executiva — e não falha de caráter ou de organização.
Investigado junto a ansiedade e depressão
Impulsividade
Decisões tomadas antes da avaliação de consequências: compras não planejadas, respostas agressivas, mudanças bruscas de emprego ou relação, direção arriscada. Avaliamos frequência, gatilhos e prejuízo funcional real.
Requer diferencial com transtorno bipolar
Esquecimentos frequentes
Compromissos perdidos, contas atrasadas por esquecimento, entrar num cômodo e não lembrar por quê, repetir a mesma pergunta. Em adultos jovens, quase sempre é falha de memória operacional — não de memória de longo prazo.
Diferencial com quadros neurológicos e tireoide
Fadiga mental persistente
Exaustão cognitiva desproporcional ao esforço, que o descanso não resolve. Pode ser consequência do TDAH não tratado, mas também sinal de apneia do sono, anemia, hipotireoidismo ou depressão — todos rastreados no questionário.
Pode motivar pedido de exames antes da prescrição
Rastreio gratuito
ASRS-6: o teste de rastreio da OMS
Seis perguntas da Adult ADHD Self-Report Scale, o instrumento de rastreio desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde junto com pesquisadores de Harvard.
Isto não é diagnóstico. Rastreio positivo significa apenas que existe indício suficiente para investigar com um médico. Rastreio negativo não exclui TDAH. Nenhuma resposta é enviada para nossos servidores — o cálculo acontece inteiramente no seu navegador.
Fonte: Kessler RC et al. The World Health Organization Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS), Psychological Medicine, 2005.
Rastreio ASRS · Parte A
Seis perguntas da escala de rastreio da Organização Mundial da Saúde. Leva cerca de três minutos e indica se faz sentido procurar avaliação médica. Não é diagnóstico.
Roda inteiramente no seu navegador. Nenhuma resposta é enviada a servidor e nenhum prontuário é criado.
Bloqueios absolutos
Oito situações que interrompem o processo antes do pagamento
A lisdexanfetamina é um psicoestimulante de ação central. Nas condições abaixo, o risco supera o benefício em avaliação a distância — e a triagem encerra o fluxo sem cobrar nada, indicando atendimento presencial.
Uso de IMAO nos últimos 14 dias
Inibidores da monoaminoxidase (tranilcipromina, fenelzina, selegilina) combinados a anfetaminas podem causar crise hipertensiva grave. O intervalo mínimo de segurança é de duas semanas após a suspensão.
Glaucoma diagnosticado
Estimulantes podem elevar a pressão intraocular, agravando especialmente o glaucoma de ângulo fechado. Exige avaliação oftalmológica prévia e conduta presencial.
Hipersensibilidade a anfetaminas
Reação alérgica prévia à lisdexanfetamina, metilfenidato ou excipientes da fórmula contraindica formalmente a prescrição.
Hipertensão grave não controlada
O medicamento eleva discretamente pressão e frequência cardíaca. Com hipertensão descompensada, esse efeito deixa de ser aceitável. Controlada e estável, pode ser reavaliada.
Doença cardiovascular estrutural
Arritmias, cardiomiopatia, doença coronariana, valvopatia ou histórico familiar de morte súbita antes dos 40 anos exigem avaliação cardiológica presencial antes de qualquer estimulante.
Hipertireoidismo em atividade
Sintomas de tireoide hiperfuncionante se sobrepõem aos de TDAH e são agravados por estimulantes. É preciso corrigir a tireoide antes de investigar o restante.
Histórico de abuso de substâncias
Dependência atual ou pregressa de estimulantes, cocaína ou álcool exige acompanhamento presencial e monitorado. Não é um "não" definitivo — é um "não por telemedicina assíncrona".
Gestação, suspeita ou amamentação
Não há segurança estabelecida no uso de lisdexanfetamina na gravidez ou lactação. A decisão precisa ser individualizada com obstetra e psiquiatra, presencialmente.
Bloqueio não significa porta fechada
Em todos os casos acima, você recebe orientação sobre qual especialidade procurar e o que levar para a consulta presencial. Resolvida a condição, você pode voltar e refazer a triagem.